Eu sei que faço parte do grupo dos "ou 8 ou 80", que sou pouco diplomática e que gosto de situações bem definidas. Também sei que grande parte do resto do mundo é exactamente ao contrário, que anda ao sabor do vento e que age consoante o que melhor lhe convém a cada momento. Sei disso tudo e, exactamente por isso, tenho poucos amigos mesmo e uma grande dificuldade em deixar entrar mais gente no meu mundo. Mantenho alguns relacionamentos de circunstância e, no que respeita ao mundo profissional, cinjo-me ao estritamente necessário. Faço pouca conversa, dou azo a poucas perguntas e não as faço também. De vez em quando, no entanto, consigo abrir uma excepção, por achar que estou perante alguém diferente e tento até aprofundar um pouco o coloquial. E sou sincera. Sou, aliás, sempre sincera (até demais, dizem). Quando não o são comigo, como foi hoje e consigo perceber que só me passam o que querem passar, aprendo e volto a retroceder para o absolutamente superficial. E penso que, realmente, assim é bem melhor.
terça-feira, 31 de maio de 2011
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Não fossem eles, actualmente, a minha banda preferida e ontem teriam ficado a ser.
Absolutamente fabuloso o concerto!
segunda-feira, 23 de maio de 2011
http://youtu.be/KhkEC8Cs9bA
Depois de mais de 15 anos a usar o mesmo perfume (que ainda adoro e ao qual, por certo, voltarei), decidi mudar. Foi obra do acaso numa dessa escalas de aeroporto em que pouco mais há a fazer do que gastar dinheiro em maquilhagem e perfumes. Gostei dele logo e, como é algo inédito, lá me decidi e comprei-o. Achei-o doce e fresco, ideal para o verão. Voltei a sentir o cheiro do perfume que uso, que o outro, apesar de lá estar, já não o sentia.
terça-feira, 17 de maio de 2011
Tenho dias em que gostava de achar piada a estar horas na cozinha e achar que fazer um belo jantar é delicioso, em vez de arranjar qualquer coisa às 3 pancadas que sacie a fome e que me liberte rapidamente da cozinha. Gostava de achar que passar a ferro é relaxante e que não preciso de massagens para nada. Gostava de achar que as conversas sobre fraldas, papas, creches, primeiros passos são interessantes. Gostava de achar que belas férias são passadas a ir à mesma praia todos os anos, sobretudo em Agosto.
Mas, felizmente, esses dias passam depressa. E regresso à minha amada normalidade. Não ligo nenhuma à comida e o meu organismo até já rejeita coisas mais elaboradas. Vivo bem com grelhados e salada e um jantar fora de vez em quando. Adoro spas e massagens, e manicure e pedicure e ir às compras e trazer os catálogos e ver os sites das coisas que não preciso, mas que me deliciam os olhos. Gosto de debater os debates, a situação do país e do mundo, de ler e de falar sobre o último livro e ir por ali fora e de perceber se alguém sentiu o mesmo, se foi transportado para o mesmo mundo, de ir aos concertos que me lavam a alma e que me inspiram. Gosto de viagens planeadas e das de última hora, de descobrir que o mundo é bem maior que o meu mundo e que o relativiza. Gosto de descobrir novos sítios, novas gentes, com novos hábitos.
Não partilho os objectivos de vida da maioria das pessoas. E se esta diferença, por vezes, me assusta, a verdade é que, a maior parte dos dias, vivo muitíssimo bem com ela.
Se uma amiga me confessa, uma vez, algo sobre outra amiga de que não gostou, tudo bem. Penso que todos nós temos hora felizes e infelizes com os outros, coisas que nos agradam mais e outras que nem tanto. Uns dias conseguimos tolerar melhor certas atitudes e noutros dias somos completamente intolerantes. Uns dias, vá-se lá saber porquê, damos importância a certos factores, noutros, a sensibilidade não permite.
Se a mesma amiga me confessa, outra vez, algo sobre a mesma amiga, de que não gostou, tudo bem também. Foi mais um dia menos bom, mais à flor da pele, que não permitiu passar à frente.
Se a mesma amiga me confessa, mais uma vez, e outra, e outra, algo sobre a mesma amiga de que não gostou, deixo de perceber. E só pergunto por que raio se mantém uma amizade com alguém que tem tantas atitudes, pessoalmente, reprováveis.
Se essa mesma amiga deixa de o ser, passa para o campo das conhecidas, e continua amiga dessa outra de quem tanto se queixava, das duas uma: ou não é boa da cabeça, ou dizia, de mim a essa bem pior do que dizia dela a mim.
Saberá, ao certo, o que é a amizade?
domingo, 8 de maio de 2011
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Como gosto muito de peixe, muito mais de peixe do que de carne, aliás, e muito, mas mesmo muito pouco de o cozinhar em casa, aproveito os jantares e almoços fora para comer peixe das mais variadas formas. Vai daí, descobri ali no Chiado, um bocadinho acima do Largo de Camões, um sítio giro, giro, com peixe bom, bom, muito bem frequentado. Chama-se "Peixaria moderna" e alia o conceito restaurante a peixaria. Ou seja:pode-se comer lá ou pode comprar-se para levar para casa. E juro que lá dentro não cheira a peixe.
Recomendo.
Há 3 anos e qualquer coisa, acabei, por razões que não interessa recordar, com o blog de então, o Princesinha Urbana. Como a vontade de escrever não desaparece com a facilidade com que se faz delete, criei dois outros por onde escrevi uns tempos, mas que não me encheram a alma nem me cativaram o suficiente para durarem mais do que uns meses ou para escrever todos os dias. Depois deste tempo todo, torno então, qual boa filha, à casa que me faz bem, nesta versão II, porque há coisas que não se continuam, recomeçam-se.
Assim sendo, recomecemos.
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