sexta-feira, 29 de julho de 2011

Eu gosto de trabalhar e sim, sou portuguesa.

Se, aparentemente, são duas condições existenciais que não podem viver no mesmo ser humano, comigo acontece. Gosto de me levantar e ter um dia de trabalho pela frente (ainda que gostasse de me levantar um nadinha mais tarde). É importante ter a cabeça ocupada e sentir a aproximação do fim de semana e sentir o que são férias. Às vezes, gostava de ter um trabalho menos exigente, com menos pressão, como horários de gente normal, que não me desse tantas chatices e preocupações. Mas passa-me depressa que não sou máquina nem preguiçosa e gosto de pensar e de aprender. Agrada-me pensar sempre em novas soluções e achar que se pode sempre fazer melhor e que há maneira de optimizar aquilo que se tem, com um bocado de imaginação.

Por isso, lido mal com o desleixo, com os cafés que se arrastam com as conversas de correrdor, como deixar para amanhã e com o logo se vê. Não sei lidar com a falta de profissionalismo e sei que sou demasiado exigente. Pode não ser preciso tanto, é certo, mas já todos percebemos que uma das coisas que tem obrigatoriamente de mudar é o comodismo profissional que, aliado à falta de empreendorismo só nos faz andar a reboque.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Não fosse o sábdo e seria a sexta-feira o meus dia preferido.

É o dia em que, em regra, não almoço no escritório e o dia em que posso, se quiser, ou melhor, se conseguir, sair a horas de gente normal. É o dia em que me proponho mil planos para o fim de semana e que me convenço que tem mais horas do que efectivamente tem. Tenho aquela sensação de semana cumprida, vou ao cinema e jantar mais tarde. Aproveito o fim da tarde para um Cosmopolitan e para as futilidades femininas. Sinto-me mais paciente e, sobretudo, mais relaxada.

Então quando éuma sexta-feira destas, cheia de sol e promessa de um fim de semana de praia, até me nasce uma alma nova. Juro!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Parece que o reitor da Universidade Católica entendeu que chanatos e calções (vocabulário usado na notícia do Público) não propriamente calçado e vestuário apropriado para ir a aulas, exames e afins. Daqui até à demonstração de abertura de mente elevadíssima e falta de preconceitos, foi um passo, e vai de criticar o homem e a suas declarações.

Pois eu, que não me considero propriamente uma conservadora nem preconceituosa por aí além, para além de achar que o senhor tem razão, acho também que até dá um certo jeito. Senão vejamos.

Por um lado, há sítios para tudo, ocasiões para tudo e não, ir a um casamento pressupõe uma certa vestimenta, ir trabalhar outra e ir à praia ainda outra. Não me venham cá com merdas, que a imagem conta que se farta e que todos nós julgamos os outros, antes de abrirem a boca, pela maneira como se apresentam. Não é indiferente andar de sapatos altos ou de chinelos e não passa pela cabeça de ninguém (normal) estar em ocasiões mais solenes vestido de forma descontraída. entre o fato e gravata e o desleixo vai uma diferença gigante. E não, ser cool não é a bandalheira.

Por outro, com tanta roupa gira que há por aí e com o piadão que tem misturar isto com aquilo, ver uma imagem diferente nos espelho só porque se mudaram acessórios ou de calçaram outro tipo de sapatos, parece-me a mim bem triste que um guarda-vestido se resuma a meis duzia de peças ou a uma dúzia de peças todas iguais. Qual é a desculpa para comprar mais uma igual? A côr? Não há assim tantas cores, digo eu.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Antes que me comecem a apredejar e a condenar, sem mais, digo, desde já que gosto mesmo muito de crianças, que lhes acho um piadão e que, quando vem educadas, são o melhor do mundo. Já os pais...

Ultimamente tem sido demais a quantidade de informações relativas a gravidezes, aos relatórios exaustivos de cada minutos do recém nascido, das gracinhas dos com mais de um ano, dos relatos dos programas que se fazem aos fins de semana por causa dos rebentos, das notas da escola, etc, etc.

Eu, que não tenho filhos ( e nem quero ter tão cedo) levo secas constantes dos pais que nem se tocam. Se o supremo interesse deles são as crianças, o que eu até consigo entender e respeito, o meu não é. E não me interessa nada se o cócó era duro ou mole, se a crinaça dormiu bem ou mal ou se deixou dormir, se gostou do primeiro dia de escola, quantas vezes arrotou e se já diz adeus ou se se ri muitas ou poucas vezes. Por isso, toquem-se. Tenham a noção que se tornam pessoas desinteressantes e massadoras, sempre a falar do mesmo, esse mesmo que só tem interesse para elas. Abram horizontes e não se enterrem nesse mundo maravilhoso, eu sei, mas, como qualquer outro que mais não tem, absolutamente redutor. Compreendam que nem todos os seres humanos estão dispostos a ouvir esse tipo de conversa e que se não vos cortam o pio é por uma questão de educação. E se nós, que não temos filhos e estamos a anos luz desse tipo de vida, vos toleramos e respiramos fundo, sejam também tolerantes connosco, sim? E pensem mil vezes antes de bater na mesma tecla inúmeras vezes ao dia, sim?
Querem ver que este vai ser um daqueles verões de bom tempo durante a semana e de maus tempo ao fim de semana... Mau!