Parece que o reitor da Universidade Católica entendeu que chanatos e calções (vocabulário usado na notícia do Público) não propriamente calçado e vestuário apropriado para ir a aulas, exames e afins. Daqui até à demonstração de abertura de mente elevadíssima e falta de preconceitos, foi um passo, e vai de criticar o homem e a suas declarações.
Pois eu, que não me considero propriamente uma conservadora nem preconceituosa por aí além, para além de achar que o senhor tem razão, acho também que até dá um certo jeito. Senão vejamos.
Por um lado, há sítios para tudo, ocasiões para tudo e não, ir a um casamento pressupõe uma certa vestimenta, ir trabalhar outra e ir à praia ainda outra. Não me venham cá com merdas, que a imagem conta que se farta e que todos nós julgamos os outros, antes de abrirem a boca, pela maneira como se apresentam. Não é indiferente andar de sapatos altos ou de chinelos e não passa pela cabeça de ninguém (normal) estar em ocasiões mais solenes vestido de forma descontraída. entre o fato e gravata e o desleixo vai uma diferença gigante. E não, ser cool não é a bandalheira.
Por outro, com tanta roupa gira que há por aí e com o piadão que tem misturar isto com aquilo, ver uma imagem diferente nos espelho só porque se mudaram acessórios ou de calçaram outro tipo de sapatos, parece-me a mim bem triste que um guarda-vestido se resuma a meis duzia de peças ou a uma dúzia de peças todas iguais. Qual é a desculpa para comprar mais uma igual? A côr? Não há assim tantas cores, digo eu.
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