Antes que me comecem a apredejar e a condenar, sem mais, digo, desde já que gosto mesmo muito de crianças, que lhes acho um piadão e que, quando vem educadas, são o melhor do mundo. Já os pais...
Ultimamente tem sido demais a quantidade de informações relativas a gravidezes, aos relatórios exaustivos de cada minutos do recém nascido, das gracinhas dos com mais de um ano, dos relatos dos programas que se fazem aos fins de semana por causa dos rebentos, das notas da escola, etc, etc.
Eu, que não tenho filhos ( e nem quero ter tão cedo) levo secas constantes dos pais que nem se tocam. Se o supremo interesse deles são as crianças, o que eu até consigo entender e respeito, o meu não é. E não me interessa nada se o cócó era duro ou mole, se a crinaça dormiu bem ou mal ou se deixou dormir, se gostou do primeiro dia de escola, quantas vezes arrotou e se já diz adeus ou se se ri muitas ou poucas vezes. Por isso, toquem-se. Tenham a noção que se tornam pessoas desinteressantes e massadoras, sempre a falar do mesmo, esse mesmo que só tem interesse para elas. Abram horizontes e não se enterrem nesse mundo maravilhoso, eu sei, mas, como qualquer outro que mais não tem, absolutamente redutor. Compreendam que nem todos os seres humanos estão dispostos a ouvir esse tipo de conversa e que se não vos cortam o pio é por uma questão de educação. E se nós, que não temos filhos e estamos a anos luz desse tipo de vida, vos toleramos e respiramos fundo, sejam também tolerantes connosco, sim? E pensem mil vezes antes de bater na mesma tecla inúmeras vezes ao dia, sim?
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