quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Já não escrevia aqui há mais de dois meses! Quando abri isto nem quis crer... Falta de tempo e facebook são a resposta.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

O fim de semana passado foi, praticamente, passado no cinema. Como o tempo nunca é muito e nunca se sabe qual é o programa laboral do fim de semana seguinte, há que aproveitar e fazer tudo quando se pode. Vai daí e foram nada mais nada menos do que 3 filmes de em 2 dias.
Até aqui nada de especial. Especial mesmo é chorar em 2 dos 3 filmes vistos, sair da sala do cinema com um nó no estômago e ficar os minutos seguintes com aquela sensação de vazio, de que tudo pode e deve ser diferente e que, sim, a vida é tão curta, mas tão curta, que é ridículo não aproveitar tudo ao máximo e deixar para um depois que pode não vir a existir, porque há coisas que acontecem num segundo e que mudam tudo.
Foram, pois, "One day" da Lone Scherfig (já tinha chorado com o livro, sim, e o livro é bem melhor - são sempre-, embora o filme retrate o essencial), "Les petits mouchoirs", de Guillaume Canet (como eu adoro a Marrion Cotillard!) os responsáveis. O outro, bastante menos, "Assim é o amor", de Mike Mills.
Quando queremos muito, mas mesmo muito, muito, que algo aconteça e desejarmos com muita força, acontece, não é? Quero muito, muito, muito!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

E os livros lidos em férias foram:
- "A máquina de fazer espanhóis", Valter Hugo Mãe;
- "Delicadeza" - David Foenkinos;
- "A rapariga errada" - Pedro Paixão;
- "Laura e Júlio" - Juan José Millás;
- "A valsa lenta das tartarugas " - Katherine Pancol;
- "Amor o lo que sea" - Laura Freixas.
Para quem só lê nas férias, preferencialmente em aviões, aeroportos, piscinas e praia (com espreguiçadeira), e tem de os carregar numa mala já de si muito pesada, não está mal.
E pronto, dou os Estados Unidos como conhecidos por uns anos valentes. Depois de uma semana em Nova York há dois anos, com direito às cataratas do Niagara, e de o ano passado ter conhecido Los Angeles, São Francisco e Las Vegas, com o Grand Canyon incluído, este ano, foi Chicago, Miami, Washington e Nova York outra vez.
Nova York é a cidade, nada a fazer e tudo o que se diga para além disto sabe a pouco. Quem conhece sabe o que eu quero dizer.
Ir às cataratas é uma experiência inesquecível. Tão boa como ver o Grand Canyon. A natureza é sublime.
Las Vegas é a feira popular absoluta. Serve para beber copos e jogar (quem gosta) e para viver de noite. De dia não tem piada absolutamente nenhuma.
Los Angeles faz lembrar os filmes em tudo! É mesmo outra dimensão. E a praia de Santa Mónica é mesmo a praia.
São Francisco vale tanto a pena. É a menos americana de todas as cidades. Aquele centro sem arranha -céus, aquele sobe e desce e os eléctricos... Hei-de voltar!
Miami é a desilusão. Praia boa, muito boa, mas tudo a armar ao pingarelho, com muito pouco glamour. Nem é americana nem é sul-americana.
Chigaco: adoro! A arquitectura é de cair pró lado. Nunca vi nada assim. Perfeita.
Washington vale a visita cultural, vale pela limpeza e pela segurança.


sexta-feira, 29 de julho de 2011

Eu gosto de trabalhar e sim, sou portuguesa.

Se, aparentemente, são duas condições existenciais que não podem viver no mesmo ser humano, comigo acontece. Gosto de me levantar e ter um dia de trabalho pela frente (ainda que gostasse de me levantar um nadinha mais tarde). É importante ter a cabeça ocupada e sentir a aproximação do fim de semana e sentir o que são férias. Às vezes, gostava de ter um trabalho menos exigente, com menos pressão, como horários de gente normal, que não me desse tantas chatices e preocupações. Mas passa-me depressa que não sou máquina nem preguiçosa e gosto de pensar e de aprender. Agrada-me pensar sempre em novas soluções e achar que se pode sempre fazer melhor e que há maneira de optimizar aquilo que se tem, com um bocado de imaginação.

Por isso, lido mal com o desleixo, com os cafés que se arrastam com as conversas de correrdor, como deixar para amanhã e com o logo se vê. Não sei lidar com a falta de profissionalismo e sei que sou demasiado exigente. Pode não ser preciso tanto, é certo, mas já todos percebemos que uma das coisas que tem obrigatoriamente de mudar é o comodismo profissional que, aliado à falta de empreendorismo só nos faz andar a reboque.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Não fosse o sábdo e seria a sexta-feira o meus dia preferido.

É o dia em que, em regra, não almoço no escritório e o dia em que posso, se quiser, ou melhor, se conseguir, sair a horas de gente normal. É o dia em que me proponho mil planos para o fim de semana e que me convenço que tem mais horas do que efectivamente tem. Tenho aquela sensação de semana cumprida, vou ao cinema e jantar mais tarde. Aproveito o fim da tarde para um Cosmopolitan e para as futilidades femininas. Sinto-me mais paciente e, sobretudo, mais relaxada.

Então quando éuma sexta-feira destas, cheia de sol e promessa de um fim de semana de praia, até me nasce uma alma nova. Juro!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Parece que o reitor da Universidade Católica entendeu que chanatos e calções (vocabulário usado na notícia do Público) não propriamente calçado e vestuário apropriado para ir a aulas, exames e afins. Daqui até à demonstração de abertura de mente elevadíssima e falta de preconceitos, foi um passo, e vai de criticar o homem e a suas declarações.

Pois eu, que não me considero propriamente uma conservadora nem preconceituosa por aí além, para além de achar que o senhor tem razão, acho também que até dá um certo jeito. Senão vejamos.

Por um lado, há sítios para tudo, ocasiões para tudo e não, ir a um casamento pressupõe uma certa vestimenta, ir trabalhar outra e ir à praia ainda outra. Não me venham cá com merdas, que a imagem conta que se farta e que todos nós julgamos os outros, antes de abrirem a boca, pela maneira como se apresentam. Não é indiferente andar de sapatos altos ou de chinelos e não passa pela cabeça de ninguém (normal) estar em ocasiões mais solenes vestido de forma descontraída. entre o fato e gravata e o desleixo vai uma diferença gigante. E não, ser cool não é a bandalheira.

Por outro, com tanta roupa gira que há por aí e com o piadão que tem misturar isto com aquilo, ver uma imagem diferente nos espelho só porque se mudaram acessórios ou de calçaram outro tipo de sapatos, parece-me a mim bem triste que um guarda-vestido se resuma a meis duzia de peças ou a uma dúzia de peças todas iguais. Qual é a desculpa para comprar mais uma igual? A côr? Não há assim tantas cores, digo eu.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Antes que me comecem a apredejar e a condenar, sem mais, digo, desde já que gosto mesmo muito de crianças, que lhes acho um piadão e que, quando vem educadas, são o melhor do mundo. Já os pais...

Ultimamente tem sido demais a quantidade de informações relativas a gravidezes, aos relatórios exaustivos de cada minutos do recém nascido, das gracinhas dos com mais de um ano, dos relatos dos programas que se fazem aos fins de semana por causa dos rebentos, das notas da escola, etc, etc.

Eu, que não tenho filhos ( e nem quero ter tão cedo) levo secas constantes dos pais que nem se tocam. Se o supremo interesse deles são as crianças, o que eu até consigo entender e respeito, o meu não é. E não me interessa nada se o cócó era duro ou mole, se a crinaça dormiu bem ou mal ou se deixou dormir, se gostou do primeiro dia de escola, quantas vezes arrotou e se já diz adeus ou se se ri muitas ou poucas vezes. Por isso, toquem-se. Tenham a noção que se tornam pessoas desinteressantes e massadoras, sempre a falar do mesmo, esse mesmo que só tem interesse para elas. Abram horizontes e não se enterrem nesse mundo maravilhoso, eu sei, mas, como qualquer outro que mais não tem, absolutamente redutor. Compreendam que nem todos os seres humanos estão dispostos a ouvir esse tipo de conversa e que se não vos cortam o pio é por uma questão de educação. E se nós, que não temos filhos e estamos a anos luz desse tipo de vida, vos toleramos e respiramos fundo, sejam também tolerantes connosco, sim? E pensem mil vezes antes de bater na mesma tecla inúmeras vezes ao dia, sim?
Querem ver que este vai ser um daqueles verões de bom tempo durante a semana e de maus tempo ao fim de semana... Mau!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Isto do acidente de viação do Angélico fez-me uma impessão brutal.

Não é por ser o Angélico, que, sinceramente é-me completamente indiferente.

É por ser um ser humano.

É pela insconsciência que se tem aos vinte e tal anos (e até antes e até depois), que nos faz meter-nos no carro a 200 kms/hora, sem cinto de segurança e achar que vamos ter sempre um ano da guarda a velar por nós e que as coisas só acontecem aos outros e que a nós nunca. Ou a inconsciência que nos faz beber copos e mesmo assim metermo-nos no carro e conduzir, sujeitando-nos e aos outros ao que de pior podemos imaginar. Ou a insconciência de tantas outras atitudes que, passados uns anos, vemos como autênticos desafios à vida e de que nos envergonhamos.

E esta insconsciência típica, aliada à imortalidade apenas imaginária faz-me, hoje, muita confusão.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Só de pensar que há uma semana estava de férias aqui, e que o tempo voou...

terça-feira, 31 de maio de 2011

Eu sei que faço parte do grupo dos "ou 8 ou 80", que sou pouco diplomática e que gosto de situações bem definidas. Também sei que grande parte do resto do mundo é exactamente ao contrário, que anda ao sabor do vento e que age consoante o que melhor lhe convém a cada momento. Sei disso tudo e, exactamente por isso, tenho poucos amigos mesmo e uma grande dificuldade em deixar entrar mais gente no meu mundo. Mantenho alguns relacionamentos de circunstância e, no que respeita ao mundo profissional, cinjo-me ao estritamente necessário. Faço pouca conversa, dou azo a poucas perguntas e não as faço também. De vez em quando, no entanto, consigo abrir uma excepção, por achar que estou perante alguém diferente e tento até aprofundar um pouco o coloquial. E sou sincera. Sou, aliás, sempre sincera (até demais, dizem). Quando não o são comigo, como foi hoje e consigo perceber que só me passam o que querem passar, aprendo e volto a retroceder para o absolutamente superficial. E penso que, realmente, assim é bem melhor.

quarta-feira, 25 de maio de 2011



Não fossem eles, actualmente, a minha banda preferida e ontem teriam ficado a ser.
Absolutamente fabuloso o concerto!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

http://youtu.be/KhkEC8Cs9bA



Depois de mais de 15 anos a usar o mesmo perfume (que ainda adoro e ao qual, por certo, voltarei), decidi mudar. Foi obra do acaso numa dessa escalas de aeroporto em que pouco mais há a fazer do que gastar dinheiro em maquilhagem e perfumes. Gostei dele logo e, como é algo inédito, lá me decidi e comprei-o. Achei-o doce e fresco, ideal para o verão. Voltei a sentir o cheiro do perfume que uso, que o outro, apesar de lá estar, já não o sentia.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Tenho dias em que gostava de achar piada a estar horas na cozinha e achar que fazer um belo jantar é delicioso, em vez de arranjar qualquer coisa às 3 pancadas que sacie a fome e que me liberte rapidamente da cozinha. Gostava de achar que passar a ferro é relaxante e que não preciso de massagens para nada. Gostava de achar que as conversas sobre fraldas, papas, creches, primeiros passos são interessantes. Gostava de achar que belas férias são passadas a ir à mesma praia todos os anos, sobretudo em Agosto.
Mas, felizmente, esses dias passam depressa. E regresso à minha amada normalidade. Não ligo nenhuma à comida e o meu organismo até já rejeita coisas mais elaboradas. Vivo bem com grelhados e salada e um jantar fora de vez em quando. Adoro spas e massagens, e manicure e pedicure e ir às compras e trazer os catálogos e ver os sites das coisas que não preciso, mas que me deliciam os olhos. Gosto de debater os debates, a situação do país e do mundo, de ler e de falar sobre o último livro e ir por ali fora e de perceber se alguém sentiu o mesmo, se foi transportado para o mesmo mundo, de ir aos concertos que me lavam a alma e que me inspiram. Gosto de viagens planeadas e das de última hora, de descobrir que o mundo é bem maior que o meu mundo e que o relativiza. Gosto de descobrir novos sítios, novas gentes, com novos hábitos.
Não partilho os objectivos de vida da maioria das pessoas. E se esta diferença, por vezes, me assusta, a verdade é que, a maior parte dos dias, vivo muitíssimo bem com ela.
Se uma amiga me confessa, uma vez, algo sobre outra amiga de que não gostou, tudo bem. Penso que todos nós temos hora felizes e infelizes com os outros, coisas que nos agradam mais e outras que nem tanto. Uns dias conseguimos tolerar melhor certas atitudes e noutros dias somos completamente intolerantes. Uns dias, vá-se lá saber porquê, damos importância a certos factores, noutros, a sensibilidade não permite.
Se a mesma amiga me confessa, outra vez, algo sobre a mesma amiga, de que não gostou, tudo bem também. Foi mais um dia menos bom, mais à flor da pele, que não permitiu passar à frente.
Se a mesma amiga me confessa, mais uma vez, e outra, e outra, algo sobre a mesma amiga de que não gostou, deixo de perceber. E só pergunto por que raio se mantém uma amizade com alguém que tem tantas atitudes, pessoalmente, reprováveis.
Se essa mesma amiga deixa de o ser, passa para o campo das conhecidas, e continua amiga dessa outra de quem tanto se queixava, das duas uma: ou não é boa da cabeça, ou dizia, de mim a essa bem pior do que dizia dela a mim.
Saberá, ao certo, o que é a amizade?

quinta-feira, 12 de maio de 2011

domingo, 8 de maio de 2011

Qualquer semelhança entre isto e isto , será pura coincidência.
As adaptações dos livros ao cinema são (quase) sempre um desastre. Esta não é um desastre, mas deixa mesmo muito a desejar e muito por perceber...
Prefiro de longe o livro.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Como gosto muito de peixe, muito mais de peixe do que de carne, aliás, e muito, mas mesmo muito pouco de o cozinhar em casa, aproveito os jantares e almoços fora para comer peixe das mais variadas formas. Vai daí, descobri ali no Chiado, um bocadinho acima do Largo de Camões, um sítio giro, giro, com peixe bom, bom, muito bem frequentado. Chama-se "Peixaria moderna" e alia o conceito restaurante a peixaria. Ou seja:pode-se comer lá ou pode comprar-se para levar para casa. E juro que lá dentro não cheira a peixe.
Recomendo.

www.peixariamoderna.com
Há 3 anos e qualquer coisa, acabei, por razões que não interessa recordar, com o blog de então, o Princesinha Urbana. Como a vontade de escrever não desaparece com a facilidade com que se faz delete, criei dois outros por onde escrevi uns tempos, mas que não me encheram a alma nem me cativaram o suficiente para durarem mais do que uns meses ou para escrever todos os dias. Depois deste tempo todo, torno então, qual boa filha, à casa que me faz bem, nesta versão II, porque há coisas que não se continuam, recomeçam-se.
Assim sendo, recomecemos.